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Sonic Origins vale a pena? Coleção remasterizada já está disponível

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Tudo sobre SEGA
Sonic Origins é uma coletânea remasterizada de jogos clássicos do ouriço azul. Com quatro jogos remodelados (Sonic The Hedgehog 1, Sonic The Hedgehog 2, Sonic 3 & Knuckles e Sonic CD) e algumas novidades, a SEGA faz um trabalho de “requentar” títulos antigos de Sonic na tentativa de deixar a situação em volta deste lançamento muito mais palatável.
O Canaltech teve a oportunidade de testar o jogo no PlayStation 4 em uma cópia digital gentilmente cedida pela SEGA e contamos as nossas impressões a seguir. O game já está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, Xbox Series X e Nintendo Switch.
Primeiramente, precisamos tirar algumas coisas ruins do caminho. Sonic Origins tem vários problemas atrelados a um título que deveria ser a celebração da época clássica do mascote da SEGA, mas como já falamos por aqui, a empresa parece ter perdido a mão em alguns projetos relacionados ao personagem.
Ao retirar as versões digitais dos jogos clássicos das plataformas e mantendo somente Origins como opção viável, a empresa tomou uma atitude bastante infeliz e decepcionante. Na edição base, a coleção custa R$ 215, preço salgado para um relançamento de títulos retrô. Com o sucesso de Sonic nas telonas, um novo público, e até mesmo fãs de longa data, podem se interessar nos títulos mais antigos do ouriço nos videogames. Por isso, a oportunidade de lançar uma coletânea remasterizada é muito bem-vinda, mas a estratégia por trás deixou muito a desejar.
Em questão de jogabilidade, a coletânea se divide de duas formas: o Modo Aniversário, que melhora algumas mecânicas e também transporta o jogo para uma resolução melhor adaptada para as novas TVs e monitores; e há o modo clássico, que mantém as configurações originais de cada game.
Na versão de aniversário, os jogadores podem aproveitar de vidas infinitas, que exclui o “Game Over” e não exige que você comece tudo de novo caso suas vidas estejam esgotadas. Para alguns saudosistas, isso pode parecer ultrajante, mas é uma opção válida para novos jogadores e também para aqueles que desejam revisitar estes clássicos sem passar tanta raiva com a jogabilidade da época. Lembre-se: este modo é uma opção, você não é obrigado a jogá-lo desta maneira.

A SEGA poderia ter resolvido as questões de jogabilidade? Com certeza, mas, ao mesmo tempo, seria uma mudança ousada que eliminaria muito da experiência original dos jogos, e esta não é a proposta da coleção. Outra adição que vale a pena mencionar é que podemos jogar com Sonic, Tails ou Knuckles desde o primeiro game.
Um ponto bem alto, e que eu espero que a SEGA invista mais daqui para frente, são as cenas animadas de Sonic Origins. No começo e no final de cada jogo, é possível ver breves animações e interações entre os personagens, como, por exemplo, Sonic descobrindo que Robotnik está transformando os bichinhos da Green Hill Zone em robôs para comandar. Vários momentos como esse, além da abertura, são de encher os olhos e dão vontade de assistir a uma série animada de Sonic com esse estilo artístico. Não seria pedir muito, eu espero — afinal, logo mais, o mascote ganhará uma nova série na Netflix.
Sonic Origins ainda inclui outra novidade, chamada de Museu. É aqui que estão guardados vários pedaços da história do personagem, algo que geralmente faz parte de uma coletânea que está celebrando um jogo ou uma franquia antiga. No fim, esta é uma porção da coleção que depende muito do seu entusiasmo e interesse em ver artes clássicas da saga e escutar as trilhas originais dos games. Para desbloquear novos conteúdos do Museu, você precisa conquistar moedas ao passar pelas fases.
É nas missões inéditas que a coleção consegue trazer um certo brilho. Pude testar desde os desafios mais simples, até os extremos, que fazem parte do Premium Fun Pack (vendido separadamente, ou incluso na versão Deluxe do jogo). Trazendo reformulações das fases clássicas para testar a habilidade do jogador com os três personagens principais, a novidade torna-se um passatempo — e um teste de paciência. A adição é bem-vinda e incentiva ao jogador revisitar os games da coleção, mas é complicado pensar que a SEGA está cobrando a mais por algo que deveria ser incluído no jogo base.
As missões mais fáceis estão incluídas no game principal, mas você deverá pagar pelo acesso aos desafios mais difíceis, que é justamente onde a diversão acontece. Digo com tranquilidade: se você quiser pagar mais caro para ter todas as novidades de Sonic Origins, eu compreendo o seu sentimento, ao contrário da decisão da SEGA em criar uma versão Deluxe para isso. 
Sonic Origins transporta os jogos clássicos para a Retro Engine, usada para desenvolver o aclamado Sonic Mania. Ao usar este motor gráfico atualizado e adicionar funcionalidades como o drop dash (também de Mania), é de se estranhar que os jogos não tenham sofrido melhorias mais consistentes, como uma atualização gráfica sem perder o visual retrô e ajustes na jogabilidade para que os controles fossem mais responsivos. Se compararmos com o jogo de 2017, a coletânea parece um trabalho feito pela metade.
Levando em conta as possibilidades que a Retro Engine poderia oferecer para o Sonic Team neste projeto, parece que o mínimo de esforço foi dedicado ao desenvolvimento de Sonic Origins. E sabendo que Sonic Frontiers está logo ali, o sentimento geral com a coleção é que ela foi feita a toque de caixa. E se tratando de títulos tão importantes não apenas para a franquia, mas para todo um gênero da história dos videogames, ainda é complicado entender certas decisões tomadas pela SEGA.
É claro que jogar novamente os títulos clássicos do Sonic é sempre um prazer. Afinal, estamos falando de jogos que ajudaram a moldar uma indústria e são referências até hoje. Porém, as novidades não sustentam o valor alto da coleção e muito menos a decisão de remover os jogos individuais das lojas. Não me entenda mal, eu sou completamente a favor de remodelar um clássico e colocar ele em toda a sua glória. A questão aqui é que não há tantas mudanças que justifiquem o lançamento.
Existem várias formas de homenagear os 30 anos de Sonic e lançar seus jogos clássicos outra vez. Vamos pensar: Sonic Generations, de 2011, consegue ser uma celebração muito melhor do Sonic Clássico do que “esticar a tela”, adicionar Knuckles e Tails como personagens jogáveis e adicionar um museu com artes. Sim, retirar as vidas limitadas ajuda um público mais jovem ou casual a ter uma experiência mais tranquila ao retornar para um game que é bem mais punitivo do que deveria ser. Mas gostaria de ter visto um pouco mais do que isso.

Ao mesmo tempo, em uma época em que novidades do ouriço azul no mundo dos videogames dão calafrios, Sonic Origins é uma forma segura de se divertir com a franquia. Se você for extremamente fã e quer ter o jogo como uma forma de registro histórico do personagem, pode até valer a pena, mas talvez em uma promoção. E se você já possuir as versões antigas que a SEGA acabou retirando das lojas, vai da sua vontade de querer ter as edições mais recentes. Mas, lembre-se, não há tantas mudanças significativas.
A verdade é que não existe nada que possa ser falado negativamente destes jogos tão preciosos, mas sim da proposta da SEGA neste relançamento que, no fim das contas, não faz muito sentido da forma que foi feito. Pelo menos, pude revisitar games muito amados, que são divertidos até hoje, e conferir as excelentes animações feitas por Tyson Hesse, que também trabalhou em Sonic Mania e trouxe uma nova vida e um contexto para a história dos games clássicos.
Confira a seguir as diferentes edições e pacotes que estão à venda nos consoles e PC e o que cada uma inclui. 
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Por que o preço das criptomoedas estão em queda livre?

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Bem-vindos ao nosso “jornal” diário com o resumo das principais notícias sobre tecnologia. Com o Canaltech News, em pouco mais de 5 minutos você fica por dentro dos principais produtos lançados do mercado, da movimentação das principais empresas do segmento, novidades das redes sociais, curiosidades, cultura geek, e muito mais.
Nesta edição, falamos sobre:

O principal tema de hoje são as criptomoedas. Bitcoin, Ethereum e outras moedas importantes deste mercado estão em queda robusta. O que está acontecendo? Será que isso já aponta o fim das criptos? Para falar comigo sobre o tema, Wagner Wakka convida Tânia Vicente, presidente da Associação Brasileira de Agentes Digitais de Santa Catarina.
No segundo bloco, o governo chinês está fazendo uma movimentação curiosa em relação aos streamers por lá. O país lançou uma nova regulamentação exigindo que determinados influenciadores de áreas como financias pessoais, saúde, edução física e outros só possam divulgar seu trabalho mediante uma comprovação de conhecimento. O que o governo quer combater é o chamado mercado de baixo requisito de entrada com alto rendimento. 
No último bloco, o assunto é uma movimentação aqui no Brasil. A justiça brasileira determinou que o TikTok tem 72 horas para retirar qualquer conteúdo considerado impróprio para menores de idade na rede social. Qual o motivo disso?
Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast.
Conheça o Porta 101: https://canalte.ch/porta101
Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @canaltech em todas elas.
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Este episódio foi roteirizado, apresentado e editado por Wagner Wakka, com a coordenação de Patrícia Gnipper. O programa também contou com reportagens de Vinícius Moschen, Victor Carvalho, Fidel Forato, Lupa Charleaux e Lucas Arraz. A revisão de áudio é de Gabriel Rimi e Mari Capetinga, com a trilha sonora de Guilherme Zomer.
Desenvolvedora de Bloodborne e Dark Souls está trabalhando em múltiplos projetos de acordo com Hidetaka Miyazaki
Com bom humor, astro dos filmes da Marvel publicou uma carta de agradecimento ao celular da Apple descontinuado em 2018
Sem imunizantes, o mundo teria registrado 31,4 milhões de mortes relacionadas à doença em 2021, segundo estudo. As vacinas reduziram as mortes em 63%
Dispositivo ainda virá com câmera principal de 48 MP e frontal de 16 MP, além de Android 12 instalado de fábrica
ASUS confirma chegada de cinco modelos de notebooks Zenbook ao Brasil, além de notebook para profissionais criativos e novo Vivobook 15 OLED

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5 jogos com Inteligência Artificial

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Já jogou algum game com modo campanha (modo em que o jogador acompanha a história) e percebeu que algum inimigo parecia pensar? Acontece que todos os jogos, em maior ou menor escala, fazem uso de alguma forma de Inteligência Artificial (IA).
Mas você deve estar se perguntando: “Lu, por que os jogos utilizam Inteligência Artificial?” Olha só, gente: os jogos eletrônicos tem a necessidade de desafiar o jogador. E o que é mais desafiador do que inimigos inteligentes? Dá uma olhadinha na matéria abaixo e conheça alguns jogos com ótimas IAs.
Quando se fala sobre Inteligência Artificial, PAC-MAN não vem a cabeça, né? Mas olha: cada um dos Fantasmas que tentam te alcançar tem comportamentos específicos, e a cada nova fase, eles se tornam ainda mais espertos. É uma boa forma de aplicar dificuldade com boa IA, né?
Você é fã de RPG? Então vai amar esse daqui! AI Dungeon é um jogo baseado em textos, onde você pode escolher diferentes tipos de história, como Fantasia, Medieval e muito mais. Depois de escolher como vai ser o contexto da história, basta digitar suas ações que a história vai se adaptando. Ah! O jogo, infelizmente, é todo em inglês, mas se você curte o estilo, vai amar conhecer!
O mundo criado pela Rockstar para Red Dead Redemption 2 é encantador. Impressiona pelo nível de detalhes, mas também é incrível a IA do jogo! Cada pessoa tem uma rotina diária, e é possível ver o avanço de muitas dela conforme avança na história. É incrível!
O segundo jogo da série, baseado no clássico universo de Tolkien, é cheio de personagens interessantes. Eles mantêm rotinas próprias, reconhecem o jogador e sabem o momento certo de fugir, se necessário. É bem interessante viajar pelo mundo e ver a IA dos inimigos em ação.
Estar preso a bordo de uma estação espacial, longe de casa, deve ser uma experiência assustadora, mas imagina com um monstro que está te caçando? Mas calma, ainda tem como piorar: a Inteligência Artificial do jogo aprende os seus movimentos e possíveis lugares de esconderijo, forçando o jogador a se adaptar e pensar criativamente em como se esconder. Se você gosta de jogos de terror, esse é perfeito para você!
Esses jogos são alguns dos que melhores, quando o assunto é Inteligência Artificial, e valem a pena conhecer! Em breve eu volto com mais dicas sobre games para você curtir.
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Robô do MIT está aprendendo a brincar de massinha

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Pesquisadores do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL) e da Universidade de Stanford, ambos nos Estados Unidos, estão ensinando robôs a brincarem com massinha. O sistema utiliza visão computacional para aprender a modelar objetos macios e pastosos.
Segundo os cientistas, o dispositivo apelidado de “RoboCraft” consegue planejar de forma confiável o comportamento do robô enquanto ele aperta e solta um pedaço de massinha durante o processo de modelagem dos objetos, incluindo figuras não programadas e com as quais ele nunca teve contato.
“Com apenas 10 minutos de dados programados, a garra de dois dedos já conseguia rivalizar com as contrapartes humanas que operavam a máquina com um desempenho no mesmo nível, e às vezes até melhor, dependendo da tarefa que estava sendo executada”, explica o estudante de engenharia Yunzhu Li, autor principal do projeto.
Como a massinha é um material liso e indefinido, toda a estrutura computacional precisa ser programada para garantir uma modelagem eficiente. Usando uma rede neural gráfica como modelo dinâmico, o RoboCraft consegue fazer previsões mais precisas sobre as mudanças de forma do material.
Em vez de usar simuladores complexos de física para modelar e entender a força e a dinâmica aplicadas em cada objeto, o novo sistema utiliza apenas dados visuais, dividindo o trabalho em três partes distintas: percepção, planejamento e execução da tarefa designada.
“Na primeira parte, o robô usa câmeras para coletar dados brutos de sensores visuais do ambiente, que são então transformados em pequenas nuvens de partículas para representar as formas. Em seguida, os algoritmos ajudam a planejar o comportamento do bot para que ele aprenda a fazer uma bola de massa e, depois, modelá-la conforme o que foi programado”, acrescenta Li.
Os pesquisadores acreditam que esse novo sistema de modelagem possa ser aplicado no desenvolvimento de robôs capazes de auxiliar os seres humanos em tarefas domésticas, principalmente idosos, pessoas com deficiências físicas ou mobilidade reduzida.
Para conseguir isso, será preciso criar um sistema de representação muito mais adaptativo do que simplesmente moldar um pedaço de massinha. Além disso, é necessário que o robô possa contar com outras ferramentas, como moldes e utensílios cortantes, para desempenhar tarefas mais complexas.
“O RoboCraft demonstra essencialmente que esse modelo preditivo pode ser aprendido de maneiras muito eficientes em termos de dados para planejar um movimento. Para o futuro, estamos pensando em usar várias ferramentas que permitam que o robô manipule outros tipos de materiais”, encerra Yunzhu Li.
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