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O que é o Telegram? Saiba como funciona o aplicativo

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App se tornou um dos mais populares do mundo e conquistou mais de meio bilhão de usuários desde 2013. Regras menos rígidas que os rivais fizeram a ferramenta se tornar alvo de denúncias de propagação de discursos de ódio e informações falsas, além de ser explorada por criminosos. Telegram, aplicativo de mensagens.
Divulgação/Telegram
Colecionando polêmicas nos últimos anos, o Telegram é um aplicativo de mensagens que foi criado pelos irmãos Durov, uma dupla de empreendedores da Rússia conhecida pela rede social VKontakte (VK), o “Facebook russo”.
Em 9 anos, se tornou um dos mais populares do mundo com mais de meio bilhão de usuários.
Telegram ganhou mais de 70 milhões de usuários novos com pane do WhatsApp em 2021
O aplicativo ganhou protagonismo na guerra na Ucrânia, já que tem sido usado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Em seu canal dentro da plataforma, Zelensky envia discursos e informações sobre ataques.
O Telegram também passou a ser usado por russos que querem burlar a censura do governo de Vladimir Putin sobre os meios de comunicação.
Mas o que esse aplicativo tem de diferente dos outros, como o WhatsApp? Veja abaixo:
1. Mensagens e canais
O Telegram foi criado com a missão de ser um aplicativo que protegesse a liberdade e a privacidade dos usuários que trocassem mensagens através dele.
WhatsApp, Telegram e Signal: conheça as vantagens de cada aplicativo
Permitindo a criação de grupos com até 200 mil participantes, o aplicativo de distanciou de um mensageiro e se aproximou de uma rede social, como o Facebook, Twitter e Instagram, na avaliação de especialistas. No WhatsApp, por exemplo, o número máximo de pessoas aceito para grupos é de 256.
A plataforma também deixa que mensagens sejam enviadas e recebidas sem divulgar o número do telefone. Além disso, há opções adicionais para controlar a exposição de dados, como permitir que só algumas pessoas possam ver quando você está on-line.
Outra característica é que o Telegram pode ser acessado em qualquer dispositivo sem depender da internet no celular.
Ainda é possível o agendamento de envio de mensagens e busca de pessoas próximas para se comunicar, recurso que exige cuidado.
Raio x do Telegram
Arte / g1
2. Segurança
As conversas comuns no Telegram não são criptografadas de ponta a ponta, como acontece no WhatsApp. Essa tecnologia embaralha o conteúdo dos chats para que somente as pessoas que participam da conversa possam visualizá-lo, graças a uma chave que cada um tem.
Nos chats convencionais do Telegram há criptografia, mas ela não é do tipo “ponta a ponta”. Na verdade, ela acontece na conexão com os servidores da empresa.
Veja passo a passo como deixar o Telegram mais seguro
A empresa promete que mensagens de texto, fotos, vídeos e outros materiais compartilhados não podem ser decifrados se forem interceptados.
O aplicativo optou por essa abordagem para ter um backup em “tempo real” das conversas e permitir que diversos aparelhos se conectem na mesma conta ao mesmo tempo.
Por isso, é possível acessar o Telegram pelo computador mesmo que o seu celular esteja sem internet, por exemplo.
Apesar disso, o aplicativo oferece a opção de ativar a criptografia de ponta a ponta manualmente em cada conversa por meio do recurso “chats secretos”.
3. Privacidade
As conversas do Telegram ficam guardadas nos servidores da empresa (com criptografia), o que pode acender um alerta para algumas pessoas – como ocorreu após o vazamento de conversas de autoridades brasileiras em 2019.
A promessa do app é não compartilhar esses dados com terceiros, mas como em qualquer empresa há riscos de invasões cibernéticas, ainda que sejam remotas. Eles também afirmam que não possuem vínculos com redes de anúncios e que não irão usar as informações para fins publicitários.
“O Telegram só pode ser forçado a entregar dados se um assunto for grave e universal o suficiente para passar pelo escrutínio de vários sistemas jurídicos diferentes em todo o mundo. Até hoje, divulgamos 0 bytes de dados de usuários para terceiros, incluindo governos”, escreve o aplicativo em sua documentação oficial.
Como abrir uma conta no Telegram:
Como abrir uma conta:
Baixe o aplicativo para Android ou iPhone;
Abra o app e toque em “Comece a conversar”;
Selecione o código do seu país (o Brasil é +55) e o DDD da sua cidade;
Em seguida, digite o seu número de celular e toque em “Próximo” (ícone de seta);
Você receberá um código por SMS para confirmar o número (nunca repasse esse código a ninguém);
Informe o código recebido para criar a conta.
Colecionando polêmicas
As regras menos rígidas que os rivais também fizeram com que o Telegram se tornasse alvo de denúncias de propagação de discursos de ódio e informações falsas.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já manifestou preocupação com o impacto que o Telegram pode ter nas próximas eleições.
Uma reportagem do Fantástico do último domingo (13) mostrou que o app possui diversos grupos brasileiros que compartilham pornografia infantil, tráfico de drogas, venda de armas sem registro, propaganda neonazista, estelionato e até venda de dinheiro falsificado. Assista abaixo.
Grupos no Telegram abrigam negociações de drogas, armas, pornografia infantil
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Por que o preço das criptomoedas estão em queda livre?

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Bem-vindos ao nosso “jornal” diário com o resumo das principais notícias sobre tecnologia. Com o Canaltech News, em pouco mais de 5 minutos você fica por dentro dos principais produtos lançados do mercado, da movimentação das principais empresas do segmento, novidades das redes sociais, curiosidades, cultura geek, e muito mais.
Nesta edição, falamos sobre:

O principal tema de hoje são as criptomoedas. Bitcoin, Ethereum e outras moedas importantes deste mercado estão em queda robusta. O que está acontecendo? Será que isso já aponta o fim das criptos? Para falar comigo sobre o tema, Wagner Wakka convida Tânia Vicente, presidente da Associação Brasileira de Agentes Digitais de Santa Catarina.
No segundo bloco, o governo chinês está fazendo uma movimentação curiosa em relação aos streamers por lá. O país lançou uma nova regulamentação exigindo que determinados influenciadores de áreas como financias pessoais, saúde, edução física e outros só possam divulgar seu trabalho mediante uma comprovação de conhecimento. O que o governo quer combater é o chamado mercado de baixo requisito de entrada com alto rendimento. 
No último bloco, o assunto é uma movimentação aqui no Brasil. A justiça brasileira determinou que o TikTok tem 72 horas para retirar qualquer conteúdo considerado impróprio para menores de idade na rede social. Qual o motivo disso?
Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast.
Conheça o Porta 101: https://canalte.ch/porta101
Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @canaltech em todas elas.
Entre em contato por: podcast@canaltech.com.br
Este episódio foi roteirizado, apresentado e editado por Wagner Wakka, com a coordenação de Patrícia Gnipper. O programa também contou com reportagens de Vinícius Moschen, Victor Carvalho, Fidel Forato, Lupa Charleaux e Lucas Arraz. A revisão de áudio é de Gabriel Rimi e Mari Capetinga, com a trilha sonora de Guilherme Zomer.
Desenvolvedora de Bloodborne e Dark Souls está trabalhando em múltiplos projetos de acordo com Hidetaka Miyazaki
Com bom humor, astro dos filmes da Marvel publicou uma carta de agradecimento ao celular da Apple descontinuado em 2018
Sem imunizantes, o mundo teria registrado 31,4 milhões de mortes relacionadas à doença em 2021, segundo estudo. As vacinas reduziram as mortes em 63%
Dispositivo ainda virá com câmera principal de 48 MP e frontal de 16 MP, além de Android 12 instalado de fábrica
ASUS confirma chegada de cinco modelos de notebooks Zenbook ao Brasil, além de notebook para profissionais criativos e novo Vivobook 15 OLED

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5 jogos com Inteligência Artificial

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Já jogou algum game com modo campanha (modo em que o jogador acompanha a história) e percebeu que algum inimigo parecia pensar? Acontece que todos os jogos, em maior ou menor escala, fazem uso de alguma forma de Inteligência Artificial (IA).
Mas você deve estar se perguntando: “Lu, por que os jogos utilizam Inteligência Artificial?” Olha só, gente: os jogos eletrônicos tem a necessidade de desafiar o jogador. E o que é mais desafiador do que inimigos inteligentes? Dá uma olhadinha na matéria abaixo e conheça alguns jogos com ótimas IAs.
Quando se fala sobre Inteligência Artificial, PAC-MAN não vem a cabeça, né? Mas olha: cada um dos Fantasmas que tentam te alcançar tem comportamentos específicos, e a cada nova fase, eles se tornam ainda mais espertos. É uma boa forma de aplicar dificuldade com boa IA, né?
Você é fã de RPG? Então vai amar esse daqui! AI Dungeon é um jogo baseado em textos, onde você pode escolher diferentes tipos de história, como Fantasia, Medieval e muito mais. Depois de escolher como vai ser o contexto da história, basta digitar suas ações que a história vai se adaptando. Ah! O jogo, infelizmente, é todo em inglês, mas se você curte o estilo, vai amar conhecer!
O mundo criado pela Rockstar para Red Dead Redemption 2 é encantador. Impressiona pelo nível de detalhes, mas também é incrível a IA do jogo! Cada pessoa tem uma rotina diária, e é possível ver o avanço de muitas dela conforme avança na história. É incrível!
O segundo jogo da série, baseado no clássico universo de Tolkien, é cheio de personagens interessantes. Eles mantêm rotinas próprias, reconhecem o jogador e sabem o momento certo de fugir, se necessário. É bem interessante viajar pelo mundo e ver a IA dos inimigos em ação.
Estar preso a bordo de uma estação espacial, longe de casa, deve ser uma experiência assustadora, mas imagina com um monstro que está te caçando? Mas calma, ainda tem como piorar: a Inteligência Artificial do jogo aprende os seus movimentos e possíveis lugares de esconderijo, forçando o jogador a se adaptar e pensar criativamente em como se esconder. Se você gosta de jogos de terror, esse é perfeito para você!
Esses jogos são alguns dos que melhores, quando o assunto é Inteligência Artificial, e valem a pena conhecer! Em breve eu volto com mais dicas sobre games para você curtir.
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Robô do MIT está aprendendo a brincar de massinha

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Pesquisadores do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL) e da Universidade de Stanford, ambos nos Estados Unidos, estão ensinando robôs a brincarem com massinha. O sistema utiliza visão computacional para aprender a modelar objetos macios e pastosos.
Segundo os cientistas, o dispositivo apelidado de “RoboCraft” consegue planejar de forma confiável o comportamento do robô enquanto ele aperta e solta um pedaço de massinha durante o processo de modelagem dos objetos, incluindo figuras não programadas e com as quais ele nunca teve contato.
“Com apenas 10 minutos de dados programados, a garra de dois dedos já conseguia rivalizar com as contrapartes humanas que operavam a máquina com um desempenho no mesmo nível, e às vezes até melhor, dependendo da tarefa que estava sendo executada”, explica o estudante de engenharia Yunzhu Li, autor principal do projeto.
Como a massinha é um material liso e indefinido, toda a estrutura computacional precisa ser programada para garantir uma modelagem eficiente. Usando uma rede neural gráfica como modelo dinâmico, o RoboCraft consegue fazer previsões mais precisas sobre as mudanças de forma do material.
Em vez de usar simuladores complexos de física para modelar e entender a força e a dinâmica aplicadas em cada objeto, o novo sistema utiliza apenas dados visuais, dividindo o trabalho em três partes distintas: percepção, planejamento e execução da tarefa designada.
“Na primeira parte, o robô usa câmeras para coletar dados brutos de sensores visuais do ambiente, que são então transformados em pequenas nuvens de partículas para representar as formas. Em seguida, os algoritmos ajudam a planejar o comportamento do bot para que ele aprenda a fazer uma bola de massa e, depois, modelá-la conforme o que foi programado”, acrescenta Li.
Os pesquisadores acreditam que esse novo sistema de modelagem possa ser aplicado no desenvolvimento de robôs capazes de auxiliar os seres humanos em tarefas domésticas, principalmente idosos, pessoas com deficiências físicas ou mobilidade reduzida.
Para conseguir isso, será preciso criar um sistema de representação muito mais adaptativo do que simplesmente moldar um pedaço de massinha. Além disso, é necessário que o robô possa contar com outras ferramentas, como moldes e utensílios cortantes, para desempenhar tarefas mais complexas.
“O RoboCraft demonstra essencialmente que esse modelo preditivo pode ser aprendido de maneiras muito eficientes em termos de dados para planejar um movimento. Para o futuro, estamos pensando em usar várias ferramentas que permitam que o robô manipule outros tipos de materiais”, encerra Yunzhu Li.
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