Connect with us

Ciência e Saúde

Entenda o que é carfentanil, 'anestésico de elefante' identificado na cocaína envenenada na Argentina

Publicado

on


Opioide é muito mais forte que seu similar fentanil. Perigo é tão grande que agência de combate às drogas dos EUA recomenda que agentes fiquem longe da substância em suas ocorrências. Homem é admitido no Hospital Bocalandro após consumir cocaína adulterada em Loma Hermosa, na província de Buenos Aires, na Argentina, na quinta-feira (3)
Tomas Cuesta/AFP
As autoridades da Argentina informaram à imprensa do país que a substância tóxica misturada à “cocaína envenenada” distribuída na região de Buenos Aires, causando mais de 20 mortes, é o carfentanil, um opioide extremamente poderoso usado como tranquilizante e analgésico de elefantes e outros animais de grande porte.
Visualmente, o produto pode se assemelhar a cocaína em pó ou heroína. No entanto, a droga é 10 mil vezes mais potente que a morfina e 100 vezes mais poderosa que o fentanil, outro opioide que causa muitas mortes em países com alto consumo desse tipo de analgésico, como os EUA.
O carfentanil é tão perigoso que a DEA, a agência americana de combate às drogas, já publicou um comunicado orientando agentes a não manusearem drogas se desconfiarem que contêm essa substância.
“O carfentanil e outros compostos relacionados ao fentanil são um sério perigo para a segurança pública, socorristas, médicos, tratamento e pessoal de laboratório. Essas substâncias podem vir em várias formas, incluindo pó, papel mata-borrão, comprimidos e spray. Podem ser absorvidas pela pele ou inalação acidental de pó no ar”, alerta a DEA.
O manuseio inadequado do carfentanil tem consequências mortais, destaca a agência.
“A dose letal para carfentanil em humanos é desconhecida. No entanto, como observado, ele é aproximadamente 100 vezes mais potente que o fentanil, que pode ser fatal na faixa de 2 miligramas, dependendo da via de administração e de outros fatores”, detalha a DEA.
A recomendação é que só equipe treinadas e devidamente paramentadas com equipamentos adequados mexam com essa droga.
Os sintomas incluem:
diminuição ou parada respiratória
sonolência
desorientação
sedação
pupilas fechadas
pele úmida
O início dos sintomas geralmente ocorre poucos minutos após a exposição. O atendimento médico deve ser procurado imediatamente. Se inalado, é importante levar a vítima para um local arejado. Se ingerido e a vítima estiver consciente, deve-se lavar os olhos e a boca da vítima com água fria.
Outra medida possivelmente necessária, segundo a DEA, é a administração de naloxona, um antídoto para overdose de opióides.
A administração imediata de naloxona pode reverter uma overdose de carfentanil, fentanil ou outros opióides, embora possam ser necessárias múltiplas doses, explica agência americana.
source

Continue lendo
CLIQUE PARA COMENTAR

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Ciência e Saúde

Vem aí a nutrição de precisão

Publicado

on


O objetivo é criar dietas sob medida, que funcionem de acordo com as características e circunstâncias vividas por cada indivíduo Alguns (ou muitos) quilos a mais? Taxas altas de colesterol? Quem enfrenta esse tipo de desafio quase tem que se satisfazer com uma dieta de restrições – e conheço gente que não pode mais ver peito de frango grelhado com salada… No entanto, se depender da Sociedade Norte-Americana de Nutrição (ANS em inglês), em poucos anos uma revolução mudará os parâmetros da alimentação. No encontro anual da entidade, realizado entre 14 e 16 de junho, a grande vedete das discussões foi a nutrição de precisão. Como o nome diz, trata-se de um novo campo de pesquisa cujo objetivo é criar dietas sob medida, que funcionem de acordo com as características e circunstâncias vividas por cada indivíduo.
Nutrição de precisão: objetivo é criar dietas sob medida, de acordo com as características de cada indivíduo
Carlos Silva para Pixabay
Os mais otimistas talvez já estejam salivando com a perspectiva de não terem que abandonar seus quitutes preferidos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Ele começa com o projeto “All of us” (“Todos nós”), que pretende montar um enorme banco de dados sobre um milhão de americanos. Para participar, basta ter 18 anos e concordar em compartilhar informações médicas, responder a questionários e fornecer amostras de sangue, urina e saliva para exames laboratoriais e de DNA. Os cientistas querem aprender não apenas sobre a biologia dessas pessoas, mas também sobre seu estilo de vida e o ambiente no qual vivem. O motivo? Quanto maior a diversidade do material, mais perto estarão de formular tratamentos personalizados.
A iniciativa é da agência governamental de pesquisa biomédica dos EUA (National Institutes of Health), cuja meta é tornar a medicina de precisão – que leva em conta todo o ambiente no qual o indivíduo está inserido – uma realidade para a população. O primeiro grande movimento será na área da nutrição e, com o volume de dados do banco biológico que está sendo criado, o passo seguinte será desenvolver algoritmos que mapeiem padrões dietéticos e prevejam respostas individuais aos alimentos.
“A nutrição será vista como a soma de biologia, comportamento, influências sociais e meio ambiente. Poderá se transformar num grande passo no combate à obesidade, um dos maiores fatores de risco para as doenças cardiovasculares e o diabetes”, enfatizou o médico Bruce Lee, professor da City University of NY (CUNY).
Essa é a beleza do deep learning: com uma grande quantidade de dados processados por algoritmos, os computadores aprendem sozinhos e são capazes de realizar previsões de forma progressiva. “Vamos usar todos os tipos de biomarcadores e daremos sequência a um estudo de três fases sobre desafios alimentares e intervenções de precisão. Serão recomendações individualizadas para moderar ou otimizar esses biomarcadores”, afirmou Holly Nicastro, coordenadora do programa. A primeira etapa contará com 10 mil participantes, além de todos os que integram o “All of us”, para mapear sua dieta e as respostas fisiológicas; na segunda, serão avaliadas três intervenções de curta duração em comunidades; por fim, os ajustes nutricionais serão feitos em domicílios. O início está previsto para 2023. Nesse admirável mundo da ciência, um novo estudo com 6 mil adultos mostrou que os genes ligados à percepção do sabor desempenham papel relevante nas escolhas alimentares que fazemos. Exemplificando, uma pessoa pode descartar certos tipos de comida devido a seu perfil genético e, sabendo dessa particularidade, poderia incorporá-los à dieta com temperos que diminuíssem a rejeição.
source

Continue lendo

Ciência e Saúde

Aposentadoria: quais são as maiores preocupações das mulheres

Publicado

on


Custos crescentes com a saúde e o desafio de bancar cuidados de longo prazo inquietam a força de trabalho feminina Outra atração da conferência AgeAction 2022, tema da coluna da última quinta-feira, foi um painel sobre o que as mulheres querem (e temem) na aposentadoria. Kristi Rodriguez, vice-presidente sênior do Nationwide Retirement Institute, entidade americana voltada para zelar pelos investimentos de aposentados, afirmou que, diante do bônus da longevidade, essa é uma questão que vem ganhando corpo: “elas estão vivendo mais e se perguntam quais serão os desafios que terão pela frente. Saúde e segurança financeira caminham juntas e 28% temem que os anos que lhes restam superem suas reservas. Todos nós precisaremos de cuidados no fim da vida. Isso pode ocorrer de forma abrupta ou gradual, mas é indispensável se preparar”.
Mulher de meia-idade com celular: os custos crescentes com a saúde preocupam a força de trabalho feminina
DKatana para Pixabay
Pesquisa realizada em março pelo Conselho Nacional do Envelhecimento (NCOA em inglês) mostrava que, entre mulheres aposentadas e que estão se preparando para deixar a força de trabalho, 90% se preocupavam com os custos crescentes com a saúde; 75% se inquietavam diante da perspectiva de arcar com as despesas dos cuidados de longo prazo, quando tivessem alguma limitação física ou mentais; e 41% desejariam ter ajuda para se preparar. Ao envelhecer descobrimos que a ideia de que gastamos menos depois da aposentadoria não passa de um mito…
Atribuição essencialmente feminina, o papel de cuidadora também tem implicações na maturidade e velhice. No levantamento do NCOA, 58% das entrevistadas eram ou tinham sido cuidadoras; 70% afirmavam que tal função se transformara num peso financeiro, porque pagavam despesas do próprio bolso, com frequência em detrimento do seu bem-estar; 26% haviam postergado a aposentadoria por esse motivo; e 56% se afligiam com um horizonte sombrio: o de não ter dinheiro suficiente para viver com conforto. Entre os planos para o futuro, 52% disseram que reduziriam seu orçamento, e menos da metade tinha algum plano de previdência privada. No Brasil, 47% das trabalhadoras estão no setor informal, o que quase sempre significa uma velhice de grande precariedade.
Fecho a coluna lembrando que é durante o climatério, que abrange o período entre a pré e a pós-menopausa, que a maioria realmente se dá conta do esforço que deve ser feito para garantir sua segurança financeira. No entanto, essa é uma fase que pode ser bastante atribulada, já que o declínio na produção do estrogênio provoca uma série de transtornos. Entre agosto de 2021 e maio de 2022, a femtech brasileira Plenapausa coletou dados de mais de 3 mil mulheres, com idade média de 48 anos. Entre os sintomas relatados, 89% citavam cansaço; 88%, instabilidade emocional; 83%, dificuldade para dormir; 82%, ansiedade ou depressão; 79%, falta de libido. Como frisei no livro “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, é preciso um esforço coletivo para reescrever esse roteiro.
source

Continue lendo

Ciência e Saúde

Varíola dos macacos: Ministério da Saúde confirma 2º caso no RJ

Publicado

on


É o oitavo caso da doença no país, segundo o governo federal. Homem, de 25 anos, é morador de Maricá e está isolado. Ele teve contato com estrangeiros. Ministério da Saúde confirma segundo caso de varíola dos macacos no estado do Rio
O Ministério da Saúde confirmou na noite deste domingo (19) o segundo caso de varíola dos macacos no Estado do Rio de Janeiro. Trata-se do oitavo diagnóstico positivo no país. O paciente é um homem de 25 anos que vive em Maricá, na Região dos Lagos.
Ele não viajou ao exterior, mas relatou contato com estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, o paciente apresenta quadro clínico estável, sem complicações, e está sendo monitorado pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas secretarias de Saúde estadual e municipal.
O caso foi confirmado pelo Laboratório de Enterovírus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ainda de acordo com o governo federal, todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito da doença.
A Prefeitura de Maricá também informou a confirmação e destacou que a Coordenação de Vigilância em Saúde da cidade segue rastreando as pessoas que tiveram contato com o homem infectado no município.
Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa
Science Photo Library
O primeiro caso registrado no estado foi na cidade do Rio de Janeiro. Um homem de 38 anos residente em Londres, que chegou ao Brasil em 11 de junho e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte. O resultado positivo foi confirmado dia 14 de junho.
O Brasil registra oito casos confirmados de varíola dos macacos, sendo quatro em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Outros seis casos permanecem em investigação. Todos estão isolados e em monitoramento.
source

Continue lendo

Trending