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Do 'contrato' à aposentadoria: cães militares voam de helicóptero, treinam com membros humanos amputados e até participam de reuniões

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Fuzil, Killer, Cartucho, General Fiel, Sniper, Sky e Thor integram o quadro de cães farejadores da PM e do Corpo de Bombeiros. Descubra como é o treinamento dos heróis de quatro patas. Cães farejadores do Tocantins são treinados para diversas operações
Montagem/g1
Eles não usam fardas, distintivos, coletes ou armas, mas atuam em operações de combate à criminalidade e que podem salvar vidas. Além de serem companheiros e melhores amigos dos tutores, os cães policiais e bombeiros reforçam o trabalho de militares e ajudam a sociedade. Os animais são treinados e capazes de encontrar, com mais facilidade, drogas, explosivos, pessoas desaparecidas e até restos mortais em áreas colapsadas, como em grandes catástrofes ambientais.
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No Tocantins são vários cães especialistas em diferentes áreas. Eles pertencem ao Corpo de Bombeiros e ao Grupamento de Operações com Cães (GOC) da Polícia Militar. Para conseguir executar as tarefas necessárias eles voam de helicóptero, treinam com membros humanos amputados e até participam de reuniões.
Os restos mortais são importantes para treinar os cães a encontrar pessoas mortas em caso, por exemplo, de catástrofes ou acidentes. Os membros amputados eram doados pela rede hospitalar antes da pandemia.
Cães farejadores da PM são treinados para atuar em operações especiais e se aposentam aos 7 anos
Divulgação/PM-TO
Além de se dedicarem aos serviços, os animais chamam atenção pelo comportamento exemplar. Os nomes dos heróis de quatro patas também são diferenciais. Cão Fuzil, Killer, Cartucho, General Fiel, Sniper, Sky e Thor integram o quadro de cães farejadores da PM e dos bombeiros.
As corporações explicam que, durante o “contrato”, todos têm benefícios como lazer e boa alimentação. O direito de aposentadoria é alcançado entre 7 e 8 anos. Aos 6 anos de atividade, alguns já se preparam para entrar na reserva. Saiba mais abaixo
Bombeiro e Sky durante treinamento em Palmas
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Cães bombeiros
O Corpo de Bombeiros do Tocantins conta com dois cães da raça Pastor Belga Malinois e um Boiadeiro Australiano. A corporação explica que as cadelas Sky, Dory e o cão Nanf são criados por três militares e prestam serviço em operações especiais quando são solicitados.
Os bombeiros tutores fazem serviços de cinotecnia – conjunto de conhecimentos e técnicas relacionados à criação selecionada, manejo e treinamento de cães para tarefas específicas.
Cães bombeiros ajudam militares em buscas no Tocantins
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Um dos tutores, treinadores e acompanhantes é o sargento Raphael Mollo. Além de conviver em casa com a Sky, a dupla também divide o local de trabalho. A cadela é a primeira na região Norte do Brasil com certificação internacional para buscas em áreas rurais e certificação nacional para áreas colapsadas. O animal participou das buscas por desaparecidos na tragédia de Petrópolis (RJ).
Os bombeiros explicam que a sociedade, os militares e os cães ganham com o trabalho conjunto.
“Os animais gostam muito. Conforme vão gastando energia, eles relaxam e dormem bem, assim como uma criança. Eles gostam tanto que fazem pela brincadeira. É natural dos cães procurar e a gente aproveita esse instinto e direciona eles para algo benéfico. Ao invés de procurar um coelho no mato, a gente direciona para procurar uma pessoa que precisa ser encontrada”, explicou o sargento Mollo.
Sargento Mollo e cadela Sky se preparando para operação
Bombeiros/Divulgação
Os cães bombeiros do Tocantins começaram a ser treinados com dois meses de vida. Com esta idade, eles já frequentam ambientes que se parecem com o que, no futuro, pode ser um local de trabalho.
“A gente pega o filhote e, com 60 dias, ele começa a ser treinado. Já vamos trabalhando o filhote no mato, nos escombros, para ele se habituar e aprender a conviver com aquele tipo de ambiente. Ao longo do crescimento, vamos evoluindo o nível de treinamento. Ele ainda muito novo começa a ser treinado nos campos de obediência, aprende a ser direcionado pelos militares, a parar em uma situação de perigo. Isso tudo a gente vai fazendo com ele na infância”, explica Raphael Mollo.
Cães policiais e bombeiros começam a ser treinados ainda filhotes
Divulgação/Polícia Militar – TO
Paralelamente aos exercícios de obediência básica e avançada, os bombeiros especializados fazem treinamento de buscas de pessoas vivas e de restos mortais.
As buscas por desaparecidos podem ser feitas em áreas rurais em estrutura colapsada – escombros de prédios ou áreas de deslizamentos com lama.
Nesse caso, para treinar, a pessoa se esconde sob escombros. O cão procura o figurante pelo odor e indica quando encontrou com o latido. Ao localizá-lo, o bombeiro entrega um brinquedo para o cachorro. Quem faz o pagamento é sempre um cinotécnico.
Cadela Sky participou de buscas em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Para conseguir encontrar pessoas mortas, o cão treina com restos mortais. O sargento Mollo explica que existia uma parceria com o Hospital Geral de Palmas (HGP), que cedia membros amputados. Desde o início da pandemia não foi mais possível a retirada desses membros.
“Catalogamos as peças, marcamos a data da amputação e a data de retirada do hospital. O cão não tem acesso à peça, apenas ao odor, que vai mudando conforme o membro envelhece. A gente embala, esconde e, assim, ele é treinado a encontrar cadáveres”, disse.
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VÍDEO: Cadela Sky ajuda nas buscas por desaparecidos em Petrópolis
Cão farejador da PM encontra 100 tabletes de maconha em caminhão-baú
O bombeiro explica sobre a importância em treinar os cães com membros amputados recentemente.
“Em Petrópolis, quando fui com a Sky, a gente buscava vítimas de quatro dias em diante. Atualmente, a procura é por desaparecidos há mais de 10 dias. Se ele treina com peças de cinco meses, ele vai saber encontrar restos mortais de cinco meses.
Cadela participa de reunião após buscas em Petrópolis
Divulgação/Corpo de Bombeiros
Para trabalhar em operações especiais, os cães precisam de certificação. A avaliação é promovida pela Liga Nacional de Bombeiros e tem validade de três anos. O sargento Mollo explica que funciona como a prova em um concurso. “Se não passar, continua treinando até conseguir”, disse.
Cães policiais do GOC
Os cães do GOC moram em canis dentro de batalhões da PM em Palmas, Araguaína e Gurupi e prestam assistência para todas as áreas do estado.
Entre os principais objetivos dos policiais de quatro patas estão encontrar entorpecentes, explosivos e armas de fogo, fazer busca por odor específico em atividades de resgate e salvamento ou por suspeitos de crimes, auxiliar no controle de rebeliões ou fuga de presos, participar de formaturas e desfiles cívico-militares, entre outras ações.
General fiel participa de operação com aeronave no Tocantins
Divulgação/Polícia Militar
O capitão Átila Azevedo Gomes Júnior, comandante do GOC, explicou que os animais otimizam o trabalho dos militares.
Principalmente no combate ao tráfico de entorpecentes, vez que os cães possuem olfato apurado e assertivo na localização de drogas, além de realizarem o trabalho de vários homens em um curto espaço de tempo, o que potencializa nosso trabalho e dá retorno garantido ao bem estar da sociedade.
Cão farejador da PM se prepara para operação no Tocantins
Divulgação/Polícia Militar
Os cães são treinados a partir de 45 dias de vida pelos próprios policiais militares do GOC que possuem curso de faro de entorpecentes ou curso de cinotecnia. As qualificações os habilitam a fazer parte do grupo especial e empregarem cães na atividade policial militar.
Como exemplos de cães de faro de entorpecentes está o Killer, que, ao longo da carreira, localizou mais de 200 kg de drogas. Da raça Pastor Belga de Malinois, o animal tem de 7 anos e já aguarda sua ida para a reserva. Ele deve se aposentar ainda em 2022, após contribuir em grandes operações.
Outro cão de destaque é o Sniper. De temperamento calmo, centrado e dócil, em agosto de 2021, o animal localizou mais de 100 kg de maconha e cocaína em um caminhão durante fiscalização na BR-153, em Paraíso do Tocantins.
Sniper posa ao lado de 100 tabletes de maconha que ele localizou
Polícia Militar/Divulgação
Já General Fiel, da raça Rastreador Brasileiro, é especialista em procurar criminosos ou pessoas desaparecidas. Pelo cheiro, o animal já localizou ou direcionou as equipes para áreas onde estavam suspeitos de cometer crimes.
Além de atender a PM, os animais também apoiam operações da Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Cão farejador da PM encontrou drogas e pé de maconha durante ocorrência no Tocantins
Divulgação/Polícia Militar
Direito à aposentadoria
Os cães policiais e bombeiros, como todo trabalhador, têm direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Entre 7 e 8 anos, quando completam cerca de 6 anos de atividade policial, deixam de trabalhar.
“Cada ano de serviço do cão equivale a 7 anos de trabalho nosso. Então, um cão com 5,5 anos a 6 anos de serviço aqui no Tocantins vai ser equivalente a 38 a 42 anos de trabalho. É muito tempo”, explicou o capitão Átila.
Cão policial em momento de lazer no canil da GOC
Divulgação/Polícia Militar
No caso dos cães bombeiros, que no Tocantins vivem com os tutores, após a aposentadoria, eles continuam no mesmo lar.
Já os cães da PM precisam deixar os canis e seguir outros destinos. A primeira opção é ser adotado pelo integrante do GOC que o treinou por mais tempo. Se não for possível, as outras alternativas seguem a seguinte ordem:
2ª – Ficar na casa de outro integrante do GOC;
3ª – Ser adotado por algum integrante do Batalhão de Choque;
4ª – Ficar na casa de algum integrante da PMTO;
5ª – Ficar na casa de algum amigo do GOC ou da PMTO e que goste de cão.
Animais são treinados e participam de operações no Tocantins
Divulgação/Polícia Militar
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Feira de pets tem aplicação gratuita de vacina antirrábica neste sábado no DF

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Evento ocorre até domingo (26), no Alameda Shopping, em Taguatinga. Além do imunizante, ação conta com feira de adoção, circuito de atividades para animais e área de recreação. Feira de pets
ACComunicação
Quem tem um animal de estimação e ainda não aplicou a vacina antirrábica neste ano pode fazer neste sábado (25), no evento Vila dos Pets, no Alameda Shopping, em Taguatinga, Distrito Federal. O núcleo de Vigilância Ambiental do governo do DF vai realizar o serviço das 10h às 16h, gratuitamente.
Além da vacina, o evento também oferece feira de adoção e compras. No sábado (25), o espaço funciona das 10 às 20h, e no domingo (26), das 12h às 18h.
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O objetivo é reunir microempreendedores de Brasília, na área de pets, além de promover a adoção de animais. O espaço também traz uma área de recreação para os bichos e um circuito de atividades dedicadas a eles.
Serviço
Vacinação antirábica
Quando: sábado (25)
Horário: das 10h às 16h
Local: Alameda Shopping
Endereço: CSB 2 Lote 01 a 04 – Taguatinga
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Técnico em ar-condicionado se torna influencer e tem crescimento meteórico após viralizar com vídeos engraçados sobre profissões

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Evoney Fernandes começou a produzir conteúdo para a internet em outubro do ano passado e já acumula mais de 1,2 milhão de seguidores nas duas principais redes sociais. Influenciador viraliza com vídeos engraçados sobre profissões
Vídeos sobre pedreiro, caminhoneiro, barbeiro, fotógrafo e muitos outros. Praticamente todo mundo tem espaço no feed de Evoney Fernandes, tocantinense que todo dia viraliza na internet com uma publicação inédita. Na rede social, o criador de conteúdo se transforma no seu Osmar, personagem engraçado, um tanto ignorante, mas que retrata com bom humor situações (im) prováveis que acontecem Brasil a fora.
Evoney tem 25 anos e já trabalhou na construção civil, como auxiliar de carpinteiro e técnico em ar-condicionado. Em outubro do ano passado ele decidiu investir na internet e teve um crescimento meteórico. De lá para cá, conquistou mais de de 1,2 milhão de seguidores nas duas principais redes sociais do momento: o Instagram e o TikTok.
Mas qual é a receita que o fez bombar em tão pouco tempo?
“Eu uso uma linguagem que as pessoas entendem, se eu for falar de jornalista, eu vou falar por meio de uma linguagem que você vai se identificar. O personagem que eu criei, seu Osmar, tem em toda a família no Brasil, tem na minha, tem na sua. É aquela pessoa um pouco ignorante, engraçada, tem sempre alguém daquele jeito”, diz ele ao explicar o rápido crescimento na web.
Em um dos vídeos, seu Osmar é contratado como pedreiro. Ele passa confiança e diz que se garante no serviço pois é pedreiro, eletricista e encanador. Mas ao final surpreende: instala o chuveiro em cima do vaso sanitário. “Seu Osmar, você colocou tudo do mesmo lado da parede. Como eu vou tomar banho?”, questiona o contratante. Ele responde: “Sentado. Toma seu banho aí. Tá no grale”.
Evoney Fernandes, morador de Palmas, tem conquistado a internet
Reprodução/Instagram
Parece improvável, mas o banheiro onde as gravações foram feitas não é apenas um cenário montado.
“Eu passei uns dias em Goiânia na kitnet do meu irmão e vi que o banheiro era daquele jeito. Resolvi fazer o vídeo. Eu não faço roteiro, as ideias surgem naturalmente de acordo com situações que estou vivendo ou eu já vivi, como o caso do banheiro”.
Seu Osmar, o personagem de milhões, está sempre com um chapéu de palha furado na cabeça aprontando por aí. Ao final do vídeo, ele não esquece de falar o bordão: ‘Tá no grale’. A ideia do nome e do jeito do homem rústico surgiu em homenagem ao avô de Evoney.
“É o nome do meu avô e o personagem tem as mesmas características: é valente e ignorante. O chapéu se palha é o símbolo do seu Osmar”.
Evoney Fernandes tem 25 anos e começou a produzir conteúdos para a internet no ano passado
Divulgação
Outra cena que não falta nos vídeos de Evoney já é conhecida pelo público: Ao ser contratado, ele joga a carteira de trabalho na mesa para mostrar que é bom mesmo no que faz. Ao ser entrevistado para a vaga de motorista de caçamba, ele diz: “Assina essa cascavel aí, o resto é comigo”. A cena que se segue mostra um caminhão caindo de um penhasco.
Os vídeos alcançam milhares e até milhões de visualizações. O sucesso é tanto que Evoney chegou a ganhar cerca de R$ 50 mil seguidores em um único dia no TikTok.
“Os vídeos das profissões representam várias classes em todo o país. Por exemplo, praticamente todo caminhoneiro me conhece. O pessoal do som automotivo me conhece. Às vezes, você tem uma vizualização não tão alta, mas o pessoal baixa e manda o vídeo nos grupos de WhatstApp”.
De técnico em ar-condicionado para criador de conteúdo
Evoney Fernandes soma mais de 1,2 milhão no Instagram e Tik Tok
Reprodução/Instagram
O jovem que atualmente faz milhares de pessoas sorrirem começou a trabalhar na construção civil. Ele conta que durante três anos atuou como técnico em ar-condicionado. Depois, deixou o emprego para montar o próprio negócio no mesmo ramo.
“Na época que eu trabalhava de carteira assinada, eu não fazia vídeos por falta de tempo. Depois que eu me tornei autônomo, sobrou tempo e eu comecei a fazer os vídeos. Isso foi em outubro do ano passado e no mês de dezembro eu já comecei a fazer dinheiro com a rede social. Com isso, em janeiro deste ano larguei a empresa para viver só da internet. O que eu ganho hoje é 8 ou 9 vezes a mais do que eu recebia antes”.
Evoney disse que começou a fazer conteúdo sobre o Tocantins e os endereços confusos de Palmas. Os primeiros não tiveram um grande alcance. Mas, pouco tempo depois, o influenciador começou a ganhar mais seguidores ao publicar um vídeo sobre o primeiro dia na casa da sogra.
Influenciador viraliza nas redes sociais com vídeos engraçados sobre profissões
Reprodução/Instagram
“Começou a bombar em fevereiro deste ano, fiz vídeo na casa da sogra, deu 5 milhões de visualizações no TikTok. Depois desse, eu lancei um similar e estourou também e fui pegando a veia”.
Na visão de Evoney o crescimento rápido é um reflexo da persistência dele. “Muita gente que passa três anos tentando e não consegue alcançar esse número. Isso reflete a minha persistência, quando eu entro para fazer uma coisa, eu entro para acontecer, não tem tempo ruim. Não fico pensando que vai dar errado. Essa expressividade em tão pouco tempo nada mais é que do que o reflexo da minha força de vontade”.
Os sonhos do influenciador são altos. Ele deseja ser referência não só no Tocantins, mas também no país inteiro. O jovem, que já é chamado para fazer presença vip em cidades do estado, quer ainda mais. A meta é, até o final deste ano, começar com apresentações de stand up.
O jovem natural de São Bento do Tocantins, no interior do estado, disse que sente prazer em gravar os vídeos, no entanto, o que mais lhe deixa motivado é saber que faz a diferença e leva alegria para tantas pessoas.
“Eu gosto de ver o resultado do trabalho, ver que muita gente manda mensagem positiva dizendo que estava em um dia ruim, que sofre de depressão e ansiedade e os vídeos ajudam a melhorar o dia. Isso me motiva a continuar fazendo o meu trabalho”, concluiu.
Influenciador do Tocantins acumula milhões de visualizações na internet
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Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí

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Menino chegou a tomar 7 medicamentos por dia sem ter resultados positivos. Habeas Corpus impede que pais sejam presos por portarem maconha, sementes e insumos para cultivo e fabricação de óleo medicinal. Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
“Só conhecemos nosso filho depois da cannabis”. Esse é a conclusão dos pais de um menino de 2 anos, que conseguiram na Justiça Federal do Piauí, um salvo-conduto para plantar a Cannabis sativa, nome científico da maconha, para fabricar o óleo medicinal que a criança precisa. Segundo a mãe, que preferiu não se identificar, a criança já chegou a sofrer cerca de 200 convulsões em um só dia.
A cannabis é o gênero da planta proibida, a maconha, mas que também é a planta medicinal, utilizada para o tratamento de epilepsia refratária, dor crônica, Alzheimer, ansiedade, Parkinson – uma lista com 26 condições médicas.
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O menino tem a Síndrome de West, um tipo de epilepsia rara que provoca prejuízos neurológicos. Os sintomas começaram quando o menino tinha apenas três meses. A síndrome causa atrasos no desenvolvimento psíquico e motor, e até que ele sustente a coluna.
Antes de completar um ano, o menino havia passado por três neuropediatras e chegou a tomar sete medicamentos diariamente, sem resultado positivo e sofrendo com efeitos colaterais das drogas. Hoje o menino tem dois anos e, tratado com o óleo medicinal, ele tem de duas a três convulsões diárias, algumas quase imperceptíveis.
Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
“Em duas semanas usando o óleo, as terapeutas dele já ficaram surpresas. A evolução dele foi surpreendente, e hoje ele está conseguindo se desenvolver, já tem sustentação com as costas. Só conhecemos nosso filho depois da cannabis. Antes era só agonia”, contou a mãe.
Cannabis medicinal: o que é o sistema endocanabinoide e como a planta age no corpo
Entenda o impacto do uso da maconha medicinal na vida de quem depende de tratamentos caros
Óleo extraído da maconha tem eficácia no tratamento de pacientes com epilepsia, conclui pesquisa da UFMG
Menino com doença rara volta a andar ao usar canabidiol: ‘Dia das Crianças mais feliz’
Ela contou que, antes da chegada do filho, sequer ouvira falar sobre a síndrome, e não tinha tido nenhum contato com maconha. Logo que descobriram o óleo como alternativa, o casal começou a plantar a maconha medicinal e a fabricar o óleo ilegalmente em casa, e tinham medo de ser presos.
“Infelizmente esse tabu atrasou muito a gente, era para ter começado com o óleo bem antes. Mas meus pais eram contra, a neuro[pediatra] também não era a favor. A gente tinha muito medo de ser preso. Quando batiam na nossa porta, a gente já ficava assustado. Até deixamos de receber visitas em casa”, disse.
Habeas corpus
O salvo-conduto foi concedido pelo juiz federal Agliberto Gomes Machado, da 3º Vara Federal Criminal no Piauí, e trata-se de um habeas corpus com pedido liminar, com validade de 2 anos, para impedir que os pais do menino sejam presos por portarem maconha, sementes ou insumos para o cultivo voltado ao tratamento terapêutico.
Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
Os pais estão proibidos de utilizar ou fornecer para outras pessoas a maconha como substância recreativa. A decisão aconteceu no início de maio de 2022. Para o advogado Wesley Carvalho Viana, autor do pedido da família piauiense, a decisão é uma vitória não só para os clientes, mas para o combate ao tabu sobre o uso terapêutico da cannabis.
“Foi um desafio porque a gente ainda percebe que no Piauí há uma questão cultural de preconceito em relação até ao uso medicinal da cannabis. Mas o que fazemos é pensando no melhor da criança, e baseado em ciência, em estudos, e nos resultados obtidos com ele”, comentou o advogado.
No dia 14 de junho, em uma decisão inédita, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça permitiu que três brasileiros pudessem plantar maconha para fins medicinais. Por unanimidade, a Turma permitiu que elas cultivem a planta sem que o cultivo seja considerado crime.
STJ autoriza que três brasileiros cultivem maconha para fins medicinais
Durante o julgamento, os ministros criticaram a falta de legislação sobre o tema. O ministro Rogério Schietti, relator de um dos processos, afirmou que a questão envolve “saúde pública” e a “dignidade da pessoa humana”. Ele criticou a forma como os órgãos do Poder Executivo conduzem o tema.
A decisão vale para as famílias e pacientes que recorreram ao STJ, mas o entendimento pode orientar decisões de outros processos que tramitam por tribunais da primeira e segunda instâncias de todo o país.
Para Wesley Carvalho, o novo entendimento do STJ é uma esperança para outras famílias que esperam pelo tratamento e mais ainda para aquelas que plantam de forma ilegal.
“É um tratamento de saúde que é urgente, as crianças estão sofrendo e não podem esperar. Tanto que temos famílias que não têm nenhum contato com o crime, mas que preferem correr o risco de ser presos para dar aos filhos um tratamento eficaz e dignidade”, comentou.
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