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A ex-professora que ganhou US$ 1 milhão e virou influencer de investimentos

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Sharon Tseung é uma ex-professora de xadrez e especialista em marketing que se reinventou como influencer e agora investe em imóveis. Sharon Tseung, influencer de investimentos
Arquivo pessoal
Muitos sonham em virar milionários ainda jovens, mas poucos conseguem.
Sharon Tseung é uma ex-professora de xadrez do ensino médio e especialista em marketing que se reinventou como influencer financeira, nômade digital e investidora em imóveis.
“Nômade digital” é uma pessoa que não tem moradia fixa e usa a internet para trabalhar de qualquer lugar.
Ela ganhou US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões) antes de seu aniversário de 30 anos apenas com fluxos de renda passiva (ganhos regulares, sem precisar dedicar tempo e atenção contínuos) — economizando e reinvestindo esse dinheiro. Agora ela viaja pelo mundo e administra seus próprios blogs e tutoriais em seu canal do YouTube para ensinar as pessoas a fazer o mesmo.
Como ela conseguiu isso, o que a motiva e como sua abordagem sobre dinheiro desde criança a ajudou a aumentar suas economias e alcançar a independência financeira?
Nesta entrevista ao programa de rádio Business Daily da BBC, Sharon Tseung compartilha sua receita de como se tornar uma jovem milionária.
BBC: O que faz de você alguém especial?
Sharon Tseung: Eu não acho que eu seja especial. Sou privilegiada e aprecio muito as oportunidades que tive.
Quando me formei na faculdade, comecei com um emprego de US$ 30 mil por ano. Em 2016, eu me demiti e viajei pelo mundo por dois anos enquanto construía renda passiva.
Comecei a estudar como se faz o dinheiro trabalhar para você e obter vários fluxos de renda. Eu queria ter independência financeira.
BBC: É preciso uma mentalidade específica, uma atitude adulta para gastar e poupar?
Tseung: Eu basicamente fiquei em casa durante a maior parte da minha vida, enquanto meus amigos saiam, se divertiam e gastavam muito dinheiro. Eu só queria poupar o máximo que conseguisse.
Eu era muito consciente de quanto gastava. Eu refletia sobre quanto tempo levei para ganhar uma certa quantia de dinheiro. Quando eu comprava alguma coisa, isso me ajudava a pensar se a compra era justificável, se valia a pena ou não.
BBC: Essa é uma maneira muito madura de pensar em poupar quando você tem apenas 20 anos. O que seus amigos achavam disso?
Tseung: Não era visto como a coisa mais “bacana”, porque todo mundo estava se divertindo. Mas eu achava que não valia a pena me mudar e ir morar em outra cidade se não fosse necessário. Eu tive sorte que meus pais realmente queriam que eu ficasse em casa.
Sharon Tseung, influencer de investimentos
Arquivo pessoal
BBC: Você sente que perdeu algo nesses anos?
Tseung: Eu sempre me certifico de ter um equilíbrio quando se trata de gastos. A vida é curta, por isso estou mais interessada em experiências do que em coisas materiais.
BBC: Você não se arrepende de não ter feito alguma coisa quando tinha 20 anos?
Tseung: Eu sinto que isso compensou os dois anos de viagem porque trabalhei duro para economizar e fiquei na casa (dos meus pais) a maior parte da minha vida. Isso me permitiu viajar e ver o mundo.
BBC: E de onde você acha que vem a habilidade que você desenvolveu para poupar?
Tseung: Meus pais me ensinaram muito isso. Eles realmente queriam que eu fosse financeiramente inteligente.
Meus pais são da China e Hong Kong e meu pai trabalhou em vários empregos enquanto financiava a faculdade e ajudava sua família. Ambos sacrificaram muito para vir aos EUA e nos dar oportunidades.
E com eles aprendi isso: não interessa quanto você ganha, interessa quanto você economiza. Tive vários empregos como professora de xadrez e economizei esse dinheiro.
BBC: Seus pais devem ter ficado muito orgulhosos quando você se formou na Universidade da Califórnia e foi trabalhar. Então você fez as malas para viajar e trabalhar em atividades paralelas. O que seus pais acharam disso? Eles tentaram convencê-la a desistir desses planos?
Tseung: Eles não queriam que eu fosse viajar. Eles estavam preocupados porque eu ia viajar sozinha. Mas fiz isso porque queria ter certeza de que estava vivendo uma vida fiel a mim mesma. Às vezes é muito fácil se deixar levar pelo que as pessoas esperam ou querem de você.
BBC: O que exatamente é uma nômade digital? O que são fluxos de renda passiva e como exatamente você ganha dinheiro enquanto viaja pelo mundo?
Tseung: Uma nômade digital é alguém que pode trabalhar em qualquer local de forma independente. Isso agora é muito comum devido a essa pandemia, mas no passado não era comum você poder fazer trabalho remoto.
A renda passiva pode levar algum tempo e esforço para ser gerada, mas requer pouco tempo para ser mantida.
Quando comecei, meu primeiro fluxo de renda passiva foi criando uma loja online, vendendo produtos digitais como templates de Photoshop e de programas da Microsoft, além de coisas como currículos e mini sessões de fotos. Em 2015, ganhava cerca de US$ 50 a US$ 100 por mês (de R$ 250 a R$ 500). E eu disse: ‘Isso pode dar certo.’
Na minha opinião, cada pedacinho conta, porque se algo continuar a vender todos os meses, pode vir a crescer e, eventualmente, chegar a mais de US$ 1 mil (R$ 5 mil) por mês.
Eu comecei esse negócio e depois me juntei ao Amazon Business. E continuei fazendo experiências com várias outras opções diferentes de fluxo de renda passiva.
Depois de um tempo, eu estava ganhando cerca de US$ 4 mil ou US$ 5 mil (de R$ 20 mil a R$ 25 mil) por mês. Em seguida, registrei meus processos em blogs para ensinar as pessoas a fazerem isso também.
BBC: Você conseguiu fazer isso enquanto esteve de férias ao longo de dois anos?
Tseung: Na verdade, eu queria ver se isso era algo que poderia fazer para sempre. Não eram realmente férias. Eu estava tentando criar um novo estilo de vida para me sustentar com renda passiva e aproveitar minha vida no exterior.
Mas voltei de viagem porque continuar com esse estilo de vida não era tão satisfatório para mim. Eu precisava passar mais tempo aprendendo habilidades para criar algo com mais impacto.
Acho que você precisa descobrir o que é importante e ter certeza de que está fazendo as coisas que ama e não apenas correndo atrás de dinheiro. Voltei e construí uma marca que ensina sobre finanças pessoais e como obter renda passiva. Nesses últimos três meses tive uma renda média mensal de cerca de US$ 33 mil (mais de R$ 160 mil).
Então, como cresci muito, simplesmente me concentro em construir algo que me desperte paixão e que gere impacto.
BBC: É fácil dizer que quando se tem um milhão…
Tseung: Quando voltei da viagem, estava longe de chegar a um milhão. Mas comecei a trabalhar em tempo integral ganhando um salário de seis dígitos enquanto ainda tinha esses fluxos de renda passiva.
Comecei a investir todo esse dinheiro em imóveis quando, nos últimos dois anos, minha marca pessoal estava decolando.
BBC: Quando você atingiu esse milhão?
Tseung: No início do ano passado. Um dia, olhei para minha planilha de patrimônio líquido e disse: ‘Uau, finalmente cheguei a esse ponto’.
E foi ótimo. Eu nunca poderia imaginar isso. Quando comecei, eu estava longe disso, mas o valor está crescendo exponencialmente. À medida que várias rendas são criadas, você economiza muito e depois reinveste.
Sharon Tseung, influencer de investimentos
Arquivo pessoal
BBC: Qual é o próximo ponto para mantê-la motivado? Você está procurando o próximo milhão?
Tseung: Nunca tive a marca de um milhão como meta. Eu estava mais interessada em fluxo de caixa, como ter renda passiva igual a X valor por mês. O milhão acabou acontecendo.
Meu próximo objetivo, em vez de focar na quantidade de dinheiro, é fazer o que amo. Vou tentar melhorar (minha estratégia) no setor imobiliário. E continuarei gerando conteúdo, cursos e coisas que podem ajudar as pessoas nessas áreas.
É fácil se desgastar se você estiver só focada em ganhar dinheiro e não em busca de satisfação.
Tudo o que faço é passar tempo com a família e amigos, ter experiências e fazer coisas que se alinham comigo em vez de ficar presa a uma coisa.
Eu acho que tempo é muito mais importante do que dinheiro. Portanto, os fluxos de renda que criei são baseados mais no tempo e na liberdade que eles geram.
BBC: E o que seus pais pensam agora?
Tseung: Eu acho que eles estão muito orgulhosos de mim porque me disseram para me concentrar em construir algo maior e causar impacto. E é isso que estou fazendo.
Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-61910795′
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Feira de pets tem aplicação gratuita de vacina antirrábica neste sábado no DF

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Evento ocorre até domingo (26), no Alameda Shopping, em Taguatinga. Além do imunizante, ação conta com feira de adoção, circuito de atividades para animais e área de recreação. Feira de pets
ACComunicação
Quem tem um animal de estimação e ainda não aplicou a vacina antirrábica neste ano pode fazer neste sábado (25), no evento Vila dos Pets, no Alameda Shopping, em Taguatinga, Distrito Federal. O núcleo de Vigilância Ambiental do governo do DF vai realizar o serviço das 10h às 16h, gratuitamente.
Além da vacina, o evento também oferece feira de adoção e compras. No sábado (25), o espaço funciona das 10 às 20h, e no domingo (26), das 12h às 18h.
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O objetivo é reunir microempreendedores de Brasília, na área de pets, além de promover a adoção de animais. O espaço também traz uma área de recreação para os bichos e um circuito de atividades dedicadas a eles.
Serviço
Vacinação antirábica
Quando: sábado (25)
Horário: das 10h às 16h
Local: Alameda Shopping
Endereço: CSB 2 Lote 01 a 04 – Taguatinga
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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Técnico em ar-condicionado se torna influencer e tem crescimento meteórico após viralizar com vídeos engraçados sobre profissões

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Evoney Fernandes começou a produzir conteúdo para a internet em outubro do ano passado e já acumula mais de 1,2 milhão de seguidores nas duas principais redes sociais. Influenciador viraliza com vídeos engraçados sobre profissões
Vídeos sobre pedreiro, caminhoneiro, barbeiro, fotógrafo e muitos outros. Praticamente todo mundo tem espaço no feed de Evoney Fernandes, tocantinense que todo dia viraliza na internet com uma publicação inédita. Na rede social, o criador de conteúdo se transforma no seu Osmar, personagem engraçado, um tanto ignorante, mas que retrata com bom humor situações (im) prováveis que acontecem Brasil a fora.
Evoney tem 25 anos e já trabalhou na construção civil, como auxiliar de carpinteiro e técnico em ar-condicionado. Em outubro do ano passado ele decidiu investir na internet e teve um crescimento meteórico. De lá para cá, conquistou mais de de 1,2 milhão de seguidores nas duas principais redes sociais do momento: o Instagram e o TikTok.
Mas qual é a receita que o fez bombar em tão pouco tempo?
“Eu uso uma linguagem que as pessoas entendem, se eu for falar de jornalista, eu vou falar por meio de uma linguagem que você vai se identificar. O personagem que eu criei, seu Osmar, tem em toda a família no Brasil, tem na minha, tem na sua. É aquela pessoa um pouco ignorante, engraçada, tem sempre alguém daquele jeito”, diz ele ao explicar o rápido crescimento na web.
Em um dos vídeos, seu Osmar é contratado como pedreiro. Ele passa confiança e diz que se garante no serviço pois é pedreiro, eletricista e encanador. Mas ao final surpreende: instala o chuveiro em cima do vaso sanitário. “Seu Osmar, você colocou tudo do mesmo lado da parede. Como eu vou tomar banho?”, questiona o contratante. Ele responde: “Sentado. Toma seu banho aí. Tá no grale”.
Evoney Fernandes, morador de Palmas, tem conquistado a internet
Reprodução/Instagram
Parece improvável, mas o banheiro onde as gravações foram feitas não é apenas um cenário montado.
“Eu passei uns dias em Goiânia na kitnet do meu irmão e vi que o banheiro era daquele jeito. Resolvi fazer o vídeo. Eu não faço roteiro, as ideias surgem naturalmente de acordo com situações que estou vivendo ou eu já vivi, como o caso do banheiro”.
Seu Osmar, o personagem de milhões, está sempre com um chapéu de palha furado na cabeça aprontando por aí. Ao final do vídeo, ele não esquece de falar o bordão: ‘Tá no grale’. A ideia do nome e do jeito do homem rústico surgiu em homenagem ao avô de Evoney.
“É o nome do meu avô e o personagem tem as mesmas características: é valente e ignorante. O chapéu se palha é o símbolo do seu Osmar”.
Evoney Fernandes tem 25 anos e começou a produzir conteúdos para a internet no ano passado
Divulgação
Outra cena que não falta nos vídeos de Evoney já é conhecida pelo público: Ao ser contratado, ele joga a carteira de trabalho na mesa para mostrar que é bom mesmo no que faz. Ao ser entrevistado para a vaga de motorista de caçamba, ele diz: “Assina essa cascavel aí, o resto é comigo”. A cena que se segue mostra um caminhão caindo de um penhasco.
Os vídeos alcançam milhares e até milhões de visualizações. O sucesso é tanto que Evoney chegou a ganhar cerca de R$ 50 mil seguidores em um único dia no TikTok.
“Os vídeos das profissões representam várias classes em todo o país. Por exemplo, praticamente todo caminhoneiro me conhece. O pessoal do som automotivo me conhece. Às vezes, você tem uma vizualização não tão alta, mas o pessoal baixa e manda o vídeo nos grupos de WhatstApp”.
De técnico em ar-condicionado para criador de conteúdo
Evoney Fernandes soma mais de 1,2 milhão no Instagram e Tik Tok
Reprodução/Instagram
O jovem que atualmente faz milhares de pessoas sorrirem começou a trabalhar na construção civil. Ele conta que durante três anos atuou como técnico em ar-condicionado. Depois, deixou o emprego para montar o próprio negócio no mesmo ramo.
“Na época que eu trabalhava de carteira assinada, eu não fazia vídeos por falta de tempo. Depois que eu me tornei autônomo, sobrou tempo e eu comecei a fazer os vídeos. Isso foi em outubro do ano passado e no mês de dezembro eu já comecei a fazer dinheiro com a rede social. Com isso, em janeiro deste ano larguei a empresa para viver só da internet. O que eu ganho hoje é 8 ou 9 vezes a mais do que eu recebia antes”.
Evoney disse que começou a fazer conteúdo sobre o Tocantins e os endereços confusos de Palmas. Os primeiros não tiveram um grande alcance. Mas, pouco tempo depois, o influenciador começou a ganhar mais seguidores ao publicar um vídeo sobre o primeiro dia na casa da sogra.
Influenciador viraliza nas redes sociais com vídeos engraçados sobre profissões
Reprodução/Instagram
“Começou a bombar em fevereiro deste ano, fiz vídeo na casa da sogra, deu 5 milhões de visualizações no TikTok. Depois desse, eu lancei um similar e estourou também e fui pegando a veia”.
Na visão de Evoney o crescimento rápido é um reflexo da persistência dele. “Muita gente que passa três anos tentando e não consegue alcançar esse número. Isso reflete a minha persistência, quando eu entro para fazer uma coisa, eu entro para acontecer, não tem tempo ruim. Não fico pensando que vai dar errado. Essa expressividade em tão pouco tempo nada mais é que do que o reflexo da minha força de vontade”.
Os sonhos do influenciador são altos. Ele deseja ser referência não só no Tocantins, mas também no país inteiro. O jovem, que já é chamado para fazer presença vip em cidades do estado, quer ainda mais. A meta é, até o final deste ano, começar com apresentações de stand up.
O jovem natural de São Bento do Tocantins, no interior do estado, disse que sente prazer em gravar os vídeos, no entanto, o que mais lhe deixa motivado é saber que faz a diferença e leva alegria para tantas pessoas.
“Eu gosto de ver o resultado do trabalho, ver que muita gente manda mensagem positiva dizendo que estava em um dia ruim, que sofre de depressão e ansiedade e os vídeos ajudam a melhorar o dia. Isso me motiva a continuar fazendo o meu trabalho”, concluiu.
Influenciador do Tocantins acumula milhões de visualizações na internet
Divulgação
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Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí

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Menino chegou a tomar 7 medicamentos por dia sem ter resultados positivos. Habeas Corpus impede que pais sejam presos por portarem maconha, sementes e insumos para cultivo e fabricação de óleo medicinal. Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
“Só conhecemos nosso filho depois da cannabis”. Esse é a conclusão dos pais de um menino de 2 anos, que conseguiram na Justiça Federal do Piauí, um salvo-conduto para plantar a Cannabis sativa, nome científico da maconha, para fabricar o óleo medicinal que a criança precisa. Segundo a mãe, que preferiu não se identificar, a criança já chegou a sofrer cerca de 200 convulsões em um só dia.
A cannabis é o gênero da planta proibida, a maconha, mas que também é a planta medicinal, utilizada para o tratamento de epilepsia refratária, dor crônica, Alzheimer, ansiedade, Parkinson – uma lista com 26 condições médicas.
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O menino tem a Síndrome de West, um tipo de epilepsia rara que provoca prejuízos neurológicos. Os sintomas começaram quando o menino tinha apenas três meses. A síndrome causa atrasos no desenvolvimento psíquico e motor, e até que ele sustente a coluna.
Antes de completar um ano, o menino havia passado por três neuropediatras e chegou a tomar sete medicamentos diariamente, sem resultado positivo e sofrendo com efeitos colaterais das drogas. Hoje o menino tem dois anos e, tratado com o óleo medicinal, ele tem de duas a três convulsões diárias, algumas quase imperceptíveis.
Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
“Em duas semanas usando o óleo, as terapeutas dele já ficaram surpresas. A evolução dele foi surpreendente, e hoje ele está conseguindo se desenvolver, já tem sustentação com as costas. Só conhecemos nosso filho depois da cannabis. Antes era só agonia”, contou a mãe.
Cannabis medicinal: o que é o sistema endocanabinoide e como a planta age no corpo
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Óleo extraído da maconha tem eficácia no tratamento de pacientes com epilepsia, conclui pesquisa da UFMG
Menino com doença rara volta a andar ao usar canabidiol: ‘Dia das Crianças mais feliz’
Ela contou que, antes da chegada do filho, sequer ouvira falar sobre a síndrome, e não tinha tido nenhum contato com maconha. Logo que descobriram o óleo como alternativa, o casal começou a plantar a maconha medicinal e a fabricar o óleo ilegalmente em casa, e tinham medo de ser presos.
“Infelizmente esse tabu atrasou muito a gente, era para ter começado com o óleo bem antes. Mas meus pais eram contra, a neuro[pediatra] também não era a favor. A gente tinha muito medo de ser preso. Quando batiam na nossa porta, a gente já ficava assustado. Até deixamos de receber visitas em casa”, disse.
Habeas corpus
O salvo-conduto foi concedido pelo juiz federal Agliberto Gomes Machado, da 3º Vara Federal Criminal no Piauí, e trata-se de um habeas corpus com pedido liminar, com validade de 2 anos, para impedir que os pais do menino sejam presos por portarem maconha, sementes ou insumos para o cultivo voltado ao tratamento terapêutico.
Pais de menino de 2 anos que tinha 200 convulsões por dia conseguem autorização para plantar maconha medicinal no Piauí
Arquivo pessoal
Os pais estão proibidos de utilizar ou fornecer para outras pessoas a maconha como substância recreativa. A decisão aconteceu no início de maio de 2022. Para o advogado Wesley Carvalho Viana, autor do pedido da família piauiense, a decisão é uma vitória não só para os clientes, mas para o combate ao tabu sobre o uso terapêutico da cannabis.
“Foi um desafio porque a gente ainda percebe que no Piauí há uma questão cultural de preconceito em relação até ao uso medicinal da cannabis. Mas o que fazemos é pensando no melhor da criança, e baseado em ciência, em estudos, e nos resultados obtidos com ele”, comentou o advogado.
No dia 14 de junho, em uma decisão inédita, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça permitiu que três brasileiros pudessem plantar maconha para fins medicinais. Por unanimidade, a Turma permitiu que elas cultivem a planta sem que o cultivo seja considerado crime.
STJ autoriza que três brasileiros cultivem maconha para fins medicinais
Durante o julgamento, os ministros criticaram a falta de legislação sobre o tema. O ministro Rogério Schietti, relator de um dos processos, afirmou que a questão envolve “saúde pública” e a “dignidade da pessoa humana”. Ele criticou a forma como os órgãos do Poder Executivo conduzem o tema.
A decisão vale para as famílias e pacientes que recorreram ao STJ, mas o entendimento pode orientar decisões de outros processos que tramitam por tribunais da primeira e segunda instâncias de todo o país.
Para Wesley Carvalho, o novo entendimento do STJ é uma esperança para outras famílias que esperam pelo tratamento e mais ainda para aquelas que plantam de forma ilegal.
“É um tratamento de saúde que é urgente, as crianças estão sofrendo e não podem esperar. Tanto que temos famílias que não têm nenhum contato com o crime, mas que preferem correr o risco de ser presos para dar aos filhos um tratamento eficaz e dignidade”, comentou.
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